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Natação
Natação: Ana Marcela é tricampeã mundial nas Maratonas Aquáticas
Notícias - Natação
Sex, 21 de Julho de 2017 13:08
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A baiana Ana Marcela Cunha (5h21m58s40) conquistou nesta sexta-feira (21.07) o tricampeonato na prova mais longa do Campeonato Mundial dos Esportes Aquáticos: 25 quilômetros. Adotando uma estratégia perfeita de poupar energia em todo o percurso e ir atacando aos poucos até a chegada do pelotão masculino, a nadadora brasileira sai do Mundial de Budapeste como o Brasil no quadro de medalhas, pois são dela um pódio de ouro e dois de bronze na competição até o momento. Ana coleciona agora 10 medalhas mundiais, contando a conquistada no último Mundial específico de Maratonas Aquáticas realizado, em 2010, na cidade canadense de Roberval


"Aqui é onde tudo recomeça. Estamos em busca de um grande resultado em 2020 (Jogos Olímpicos de Tóquio)",
disse Ana, mostrando que está completamente superada a fase em que depois do décimo lugar nos Jogos Olímpicos Rio 2016, passou pela cirurgia para retirada do baço e teve que lidar com suspeitas de que não voltaria ao alto rendimento.


A campeã olímpica em 2016, a holandesa Sharon van Rouwendaal (5h22m00s80), e a italiana Ariana Bridi (5h22m08s20) estiveram revezando com Ana e também se aproveitaram do ritmo que o pelotão masculino impôs. Faltando poucos metros para a chegada, a brasileira, mais experiente na prova, soube usar a poupança de energia feita ao longo de todo o percurso.


"Das três que ficaram na ponta no final, eu era a única que já tinha nadado esta prova e sabia da dor que a gente sente no final. Essa experiência me ajudou. Tive que ter muita paciência para fazer tudo no momento certo. Na hora que eu juntei com os homens eu soube que só tinham três meninas. Então tentei me preservar o máximo possível, gastar menos energia porque a gente sabe que é decidido no final da prova. Você não pode entrar numa prova que vai durar cinco, seis horas muito tenso. Eu amo o que faço, então eu entro pra fazer aquilo que eu amo. Não dá pra ficar cinco horas com a cabeça tensa", explicou.


Ana Marcela é a nadadora brasileira com maior número de pódios na maior competição da FINA - nove no total - sendo que três de ouro (ver lista no final). As maratonas aquáticas são um sucesso no Brasil há mais de uma década e deu ao país em Mundiais, além das medalhas de Marcela, mais três individuais de Poliana Okimoto e outras duas em revezamentos. Poliana também obteve a primeira medalha olímpica para uma nadadora brasileira, com o bronze nos Jogos Rio 2016. Na conquista no lago Balatonfüred, Ana pensou realmente em fazer algo inédito.


"Quando entrei nessa prova eu pensei muito no Cesão (Cesar Cielo), e eu queria fazer algo que nenhuma mulher ainda fez e tentar me igualar a ele. É lógico que eu sei que são seis medalhas de ouro dele, mas ser tricampeã na prova mais longa do Campeonato Mundial... Estou muito feliz! É muita emoção. Nas últimas oito semanas eu treinei muito forte e vim pensando muito na prova dos 5km e depois que ganhei medalha nos 10km, vim mais confiante ainda. Ontem (quinta-feira) eu e a Aurelie (francesa Aurelie Muller) fomos as únicas que estão nos 25km e nadamos o revezamento, então eu tinha que me poupar ainda mais e graças a Deus deu certo".


O técnico Fernando Possenti analisou o desempenho de Ana, destacando a disciplina neste período difícil.


"Não tem milagre, existe trabalho, dedicação e seriedade. Nestas oito semanas ela não saiu “uma virgula” do que tinha que fazer. Isto foi que a levou para este nível de confiança. Estou muito feliz por vivermos essa retomada com força total. Ver que ela está feliz nadando é muito bom. Agora temos um período bem complicado e cheio. Hoje uma atleta saiu da prova para se poupar para a etapa da Copa do Mundo de quinta-feira, os 10 quilômetros do Canadá. Agora temos que recuperar, descansar e “retreinar” para as próximas provas ",disse Possenti, que terá sua barba pintada pela atleta, por pagamento de uma aposta.


Allan do Carmo fechou a prova no 13º lugar (5h06m55s7) e Victor Colonese (5h27m14s2), em 22º. Betina Lorscheitter conseguiu finalizar em 19º (6h05m20s00).


"Foram mais de cinco horas de prova e o corpo sente bastante. Quando se toca o placar vemos o quanto é dolorido, mas todo o esforço vale. Nadamos por prazer e pela competitividade, então quando chegamos bem cansados é porque demos o máximo. Nas últimas duas voltas eu senti o ritmo e cheguei exausto. Encerro esse Mundial, depois de três provas, e agora temos que avaliar bastante o que melhorar, para no próximo, em 2019, focar nos 10 quilômetros, que será prova de classificação olímpica para Tóquio/2020", resumiu Allan do Carmo.


17º Mundial dos Esportes Aquáticos de Budapeste - Maratonas Aquáticas – Resultados


25km feminino

1º Ana Marcela Cunha

19º Betina Lorscheitter


25km masculino

13º Allan do Carmo

22º Victor Colonese


5km revezamento

6º Brasil — Allan do Carmo, Viviane Jungblut, Ana Marcela Cunha e Fernando Ponte


5km feminino

3º Ana Marcela Cunha

20º Betina Lorscheistter


10km masculino

19º Fernando Ponte

29º Allan do carmo


10km feminino

3º Ana Marcela Cunha

12º Viviane Jungblut


5km Masculino

5º Fernando Ponte

40º Victor Colonese



Texto: Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA)

Foto: CBDA/Divulgação

 
Natação: Ana Marcela conquista mais um bronze no Mundial dos Esportes Aquáticos
Notícias - Natação
Qua, 19 de Julho de 2017 14:21
Na batida de mão, a nadadora ficou em terceiro nas Maratonas Aquáticas
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Medalha número 12 e contando. O Brasil conquistou sua 12ª medalha nas maratonas aquáticas na história do Mundial dos Esportes Aquáticos da FINA, com o bronze de Ana Marcela Cunha nos 5km (59m11s40), na madrugada brasileira desta quarta-feira (19.07). Ela ainda não caiu na água no lago Balaton para sair sem medalha neste Mundial. No primeiro dia de provas também foi bronze nos 10km.


Depois de um breve momento de suspense, ficou evidente que o pódio era dela e agora sem empate. A brasileira venceu na batida de mão a holandesa campeã nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Sharon van Rouwendaal. O ouro ficou com a americana Ashley Twichell (59m07s00) e a prata com a francesa Aurelie Muller (59m10s50).


"Eu sabia que os 10 (km) tinham muito mais concorrência porque é uma prova olímpica. Nos cinco tem um pouco menos de gente e sabia que tinha um pouco mais de chance. Quando saiu a medalha nos 10 eu vim pra essa um pouco mais confiante de que eu podia fazer uma boa prova também. Nadei completamente diferente hoje do que estou acostumada a nadar. Foi bem legal. Gostei. Geralmente eu sempre nado na frente e vou junto com as meninas e desde a largada comecei atrás, bem mais tranquila no começo. Olhei muito a prova masculina de ontem e vi o Ferry (holandês Ferry Weertman, vencedor dos 10km e campeão olímpico no ano passado). Fiz a primeira volta bem tranquila e fui atacando, melhorando"
, disse Ana, que também estará na prova de revezamento amanhã, quinta-feira (20.07), e na disputa de 25 km na sexta (21.07).


A chegada fez toda a diferença entre estar ou não no pódio nas duas medalhas brasileiras. Este fundamento tem sido treinado com mais detalhes e já está dando resultados.


"Hoje treinei a chegada. No aquecimento treinei. Dei três braçadas fortes pra chegar no final. Se eu não tivesse feito isso não sei como teria sido a chegada agora. Depois dos Jogos Olímpicos e o que aconteceu lá (terminou em 10º), eu fiquei meio que de lado. As meninas me esqueceram um pouco. Na prova dos 10km eu não tinha muita marcação. Só no final que fiquei encaixotada com as duas italianas. Fiquei lá no fundo e não sabia o que as meninas estavam pensando, se estavam pensando se eu ia chegar ou não. Eu estava preocupada se a Samantha (A equatoriana Samantha Avelo, prata nos 10km) ia vir porque ela teve um final muito forte na prova dos 10. Na hora que eu vi que ela não estava no pelotão, eu pensei que estava no caminho certo. Tive uma estratégia melhor nessa prova. Você olha pro lado e vê a atual campeã dos 10km, que venceu anteontem, e a campeã olímpica é uma inspiração a mais
", disse.


O técnico Fernando Possenti também comentou sobre a estratégia de prova para faturar mais uma medalha mundial.


"A gente tinha montado uma estratégia e ela fez tudo direitinho.  O que a gente não contava pra tentar brigar pelo ouro é que a francesa ficasse tão acomodada em deixar a americana ir. Se a francesa tivesse ido junto as quatro teriam ido juntas também, e quem tivesse o melhor final venceria. Seria uma prova menos definida. A questão da estratégia ela fez certo. Nadou a primeira volta muito tranquila, com um nado bem alongado. Lá atrás no pelotão. Quando fechou a primeira volta ela já se posicionou mais para o lado de dentro, mais para frente e aumentou o ritmo no mesmo momento em que as meninas aumentara, que foi na metade da segunda volta. E aí separou o primeiro pelotão, que era o que a gente imaginava. A gente só não imaginou que quando a americana fosse pra frente a francesa fosse deixar, mas de resto ela cumpriu a estratégia. Foi tudo combinado para chegar mais inteira, pra não ter tanto contato e crescer na hora que tivesse que crescer", concluiu Possenti.


Betina Lorscheitter chegou em 20º, em 1h01m14s1,


"Fiz uma estratégia de passar a primeira volta mais fraco e acelerar na segunda. Eu queria melhorar minha colocação de Kazan, que foi 15º, mas essa prova estava bem mais forte que o Mundial passado. A gente sempre quer mais. Mas não foi ruim ficar entre os 20. Eu senti a pancada na hora e depois não senti mais. Quando eu cheguei e tirei o óculos foi que vi que machucou mesmo", disse.


O próximo desafio  será a prova de revezamento de 5km, nesta quinta-feira, 20/07. A disputa será diferente das outras vezes, quando o time era formado por três atletas. Agora a equipe se assemelha às das piscinas, com quatro nadadores e trocas.


"Não sei o que esperar desse revezamento. A gente nunca teve esse tipo de prova. Não sabemos como as equipes vão estar montadas. Se serão dois homens e duas mulheres, intercalado... Não sabemos. Já nos 25km a prova estará mais forte. O nível técnico vai ser mais forte e ela não vai ter moleza não. Vai ser emocionante igual as outras", explicou o técnico Possenti.


17º Mundial dos Esportes Aquáticos de Budapeste - Maratonas Aquáticas – Resultados


5km feminino

3º Ana Marcela Cunha

20º Betina Lorscheistter


10km masculino

19º Fernando Ponte

29º Allan do carmo


10km feminino

3º Ana Marcela Cunha

12º Viviane Jungblut


5km Masculino

5º Fernando Ponte

40º Victor Colonese


Programação


Quinta-feira - 20/7

Prova por equipe - Revezamento - 5km - Brasil


Sexta-feira - 21/7

25 km - Masculino e Feminino - Brasil



Texto: Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA)

Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

 
Natação: Ana Marcela leva bronze na Maratonas Aquáticas do Mundial dos Esportes Aquáticos
Notícias - Natação
Seg, 17 de Julho de 2017 14:02
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A maratona aquática brasileira segue sua trajetória de grande sucesso. Há mais de uma década o esporte está no topo das principais competições do planeta. Na madrugada deste domingo (16.07) Ana Marcela Cunha honrou esta tradição com o bronze na prova de 10km feminino empatada com a italiana Arianna Bridi (2h00m17s2). Esta foi a 11ª medalha brasileira de maratonas aquáticas no Mundial dos Esportes Aquáticos da FINA. A prata foi para a equatoriana Samantha Arevalo (2h00m17s.0) e o ouro para a francesa Aurelie Muller (2h00m13,7).


“Conquistar esse resultado aqui foi sensacional. Depois do décimo lugar na Olimpíada eu não tive resultados bons, mas isso me deixou até tranquila por não chegar aqui como favorita. Cheguei sendo a Ana Marcela que foi campeã mundial e fez um monte de coisas, mas não como favorita e isso me tirou um peso das costas”
, declarou Ana Marcela.


Estreando no Campeonato Mundial, Viviane Junglut, de 21 anos, conseguiu acompanhar o pelotão nas duas primeiras voltas, mas na metade do percurso ficou presa no segundo pelotão e após 2h01m06s10 conquistou o 12º lugar.


“Estou bem feliz e cheguei com a certeza que fiz o meu melhor. Foi minha primeira prova neste nível e acabei me desgastando um pouco mais na primeira e na segunda voltas. Saber me posicionar, guardando energia, foi a minha maior dificuldade. Estava um pouco ansiosa, tentei ficar na frente e acabei me desgastando. Fica o aprendizado. Sei que tenho muito caminho pela frentee e agora estou com mais motivação para continuar competindo em alto nível”, analisou Viviane Jungblut.


O Brasil terá representante em todas as provas de Maratonas no Mundial. Nesta terça-feira, dia 18, será a vez de Allan do Carmo e Fernando Ponte nos 10km masculino.


17º Mundial dos Esportes Aquáticos de Budapeste - Maratonas Aquáticas - Resultados


10km feminino

3º Ana Marcela Cunha

12º Viviane Jungblut


5km Masculino

5º Fernando Ponte

40º Victor Colonese


Programação


Terça-feira - 18/7

10 km Masculino - Allan do Carmo e Fernando Ponte


Quarta-feira - 19/7

5 km Feminino - Ana Marcela e Betina Lorscheitter


Quinta-feira - 20/7

Prova por equipe - Revezamento - 5km - Brasil


Sexta-feira - 21/7

25 km - Masculino e Feminino - Brasil


Histórico de medalhas do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos


Roma 2009 – Bronze – 5 km feminino – Poliana Okimoto

Xangai 2011 – Ouro – 25km feminino – Ana Marcela Cunha

Barcelona 2013 – Ouro – Poliana Okimoto – 10km

Barcelona 2013 – Prata - Poliana Okimoto – 5km

Barcelona 2013 – Prata – Ana Marcela Cunha – 10 km

Barcelona 2013 – Bronze – Ana Marcela – 5km

Barcelona 2013 – Bronze – Allan do Carmo, Poliana Okimoto, Samuel de Bona – Prova de Equipe 5km

Kazan 2015 - Bronze - Ana Marcela Cunha - 10 km

Kazan 2015 – Prata – Allan do Carmo, Ana Marcela Cunha, Diogo Villarinho – Prova de Equipe 5km

Kazan 2015 - Ouro - Ana Marcela Cunha - 25km

Balatonfüred 2017 -  Bronze – Ana Marcela Cunha – 10 km



Texto: Comitê Olímpico Brasileiro (COB)

Foto: CBDA/Divulgação

 

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