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Origem e História do Futebol no Mundo

Futebol: Um jogo mágico!

O capitão Robert Scott (foto acima), um marinheiro inglês obcecado em conhecer o Pólo Sul, achava que a tarefa de ser o primeiro homem a pisar na Antártica seria um feito importante para o seu país. Foi então que, em 1910, numa expedição corajosa, Robert Scott, partiu rumo ao continente gelado levando em sua bagagem trenós, pôneis, cães e... uma bola. O marinheiro não foi o primeiro e sim o segundo homem a pisar no gelo, porém, é o primeiro da história a jogar uma partida de futebol em cima dele. Infelizmente morreu na calota polar antártica enquanto tentava voltar para a segurança de sua base.

Robert Scott foi condecorado Cavaleiro e mais adiante teve uma estátua (foto abaixo) de sua imagem feita por sua mulher, Kathleen, erguida em Waterloo Place, em Londres.

Esta história nos mostra como uma simples bola tornou-se um dos objetos mais valiosos e desejados da história do esporte mundial. Neste campo, saberemos a história do futebol que através de jogos praticados com uma bola por civilizações antigas há mais de 3.000 mil anos transformou-se neste esporte simples, mágico e apaixonante que hoje conhecemos.

“Uma criança sozinha pode jogar futebol contra um muro de tijolos. Com dois homens pode-se trocar passes. Com quatro já se tem dois times. Com uma bola e um homem encalhado no Ártico, pode-se jogar futebol.”

 

 

 

A Origem do Futebol na China: Tsu-chu

O Tsu-Chu, que traduzindo significa “lançar com o pé” (tsu) uma “bola de couro” (chu), foi criado para fins de treinamento militar por Yang-Tsé, integrante da guarda do imperador Huang-ti. A bola era chutada pelos soldados chineses por entre duas traves cravadas no chão. Um pequeno detalhe é de que antes do Tsu-Chu possuir uma bola de couro para a sua prática, eram crânios dos inimigos mortos em guerra que serviam como bola. Menos mal que a coisa evoluiu.

 

 

 

A Origem do Futebol no Japão: O Kemari

Criado há 1400 anos atrás, o Kemari foi trazido da China ao Japão na mesma época do budismo. Sendo um jogo mais cerimonial, não tinha um vencedor ou um perdedor. Ele funcionava da seguinte maneira: antes do início da partida, os jogadores abençoavam a bola em um templo. A cerimônia era chamada de Tokimari. Um homem chamado Edayaku, rezava por prosperidade e paz mundial. Depois deste ritual todo, o jogo começava com 6 a 8 jogadores que formavam uma roda passando a bola um para o outro.

 

 

 

A Origem do Futebol no México: Os sacrifícios Maias

No México, por volta de 900 a 200 a.C., os Maias (povo nativo da América Central), jogavam o primeiro esporte de equipe utilizando uma bola de borracha. Para eles, a bola simbolizava o Sol. O capitão do time perdedor tinha uma tarefa bastante ingrata: a de não deixar sua equipe ser derrotada, pois no caso de um revés de seu time, o capitão era oferecido em sacrifício aos Deuses. O nome deste jogo é o Pok-A-Tok (foto acima).

 

 

 

A origem do Futebol na Grécia: O  Epyskiros

O Epyskiros (foto acima), praticado pelos gregos por volta do século I a.C., era disputado com os pés, em um campo retangular por duas equipes com 9 jogadores cada podendo variar conforme as dimensões do campo. A bola era feita de bexiga de boi e recheada com ar e areia. Tinha que ser arremessada para o fundo de cada lado do campo.

 

 

 

A origem do futebol em Roma: O Harpastum

O Harpastum (foto acima), praticado no império romano por volta de 200 a.C., era um jogo no qual se competia pela bola. Os romanos haviam aprendido com os gregos, onde lá o jogo se chamava Epyskiros. O Harpastum era um exercício militar dentro de limites de guerra que por muitas vezes duravam horas causando vítimas fatais. A coincidência deste esporte com o futebol era sua divisão no campo. Em quatro linhas eram divididos os Astati, os Veliti, os Principi e os Triari, que significava: os atacantes, os meio-campistas, os defensores e os goleiros. Mais adiante, o esporte ganhou popularidade e difundiu-se na Europa, Ásia e norte da África.

 

 

 

A origem do Futebol na Itália: O Calcio Storico

O Calcio Storico, ou mais conhecido como Calcio Fiorentino, foi introduzido na colônia florentina pelos legionários romanos por volta do ano de 1530. A história do Calcio, um esporte muito parecido com o Rugby, é tão folclórica em Florença quanto qualquer jogo britânico.

O Calcio, no entanto, era marcado pelas distinções entre as classes sociais. Enquanto os nobres jogavam nas piazzas principais (campo onde se praticava o jogo) com a participação intensa do jogo do público, o povo considerava o jogo como sendo seu e era jogado em todos os cantos da cidade. É possível ainda ver em Florença, placas de mármore da época do qual proibia a prática do esporte próximo a Igrejas e palácios.

O esporte hoje é uma festa anual em várias cidades da Itália e foi ele que influenciou o surgimento do futebol moderno na Inglaterra quando chegou por lá.

 

 

 

O Futebol chega à Inglaterra

O Calcio Storico, vindo da Itália para a Inglaterra por volta do século XVII, teve regras diferentes criadas pelos britânicos. O campo deveria medir de 120 a 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida a ar.

Em 1314, o Rei Ricardo II, proibiu a prática do futebol em Londres proclamando que “o esporte provocava muito barulho na cidade e a desordem.” O Rei Henrique V promoveu uma verdadeira guerra contra o esporte assim como Henrique VII. O futebol popular havia acabado ficando por muitos anos esquecido.

O jogo foi resgatado do esquecimento somente na década de 1850, pelas escolas públicas da Inglaterra. A maioria delas lutava contra a diminuição de matrículas e a violência entre os alunos que queimavam salas de aulas deixando os professores, grande maioria vigários, horrorizados.

A religião foi o ponto principal da revolução nos esportes. A masculinidade cristã, que era a crença de que os esportes eram um aspecto prático do treinamento religioso, ensinava aos garotos que um corpo saudável gerava uma mente saudável. A partir daí, cada escola desenvolveu sua própria versão do futebol.

 

 

 

O surgimento do Futebol Moderno

Após cada escola ter adotado a sua própria versão do futebol, umas favorecendo a prática de jogo apenas com os pés, como a Universidade de Harrow, e outras permitindo que se segurasse a bola com as mãos além do uso com os pés, como a escola de Rugby, os campeonatos universitários precisavam de uma regra única para as competições.

Foi então que no dia 26 de outubro de 1863, 11 times de Londres encontraram-se para discutir um conjunto universal de regras. Após terem acordado o nome de Football Association (Associação de Futebol), chegaram a um impasse. Os que defendiam as regras do Rugby eram contrários a qualquer proibição se segurar a bola com as mãos ou atingir o adversário, o que era simplesmente contrário àqueles que adotavam a idéia do futebol que era chutada.

No dia 8 de dezembro do mesmo ano, quando ficou decidido que seria proibido segurar a bola com as mãos ou atingir os adversários, a decisão deixou o futebol com dois conjuntos de regras. Associação do Futebol e o Rugby.

Apesar das regras serem determinadas, elas permaneceram bastante flexíveis até a década de 1870. Até aí as pessoas costumavam jogar na primeira parte do jogo o futebol e no outro o rugby.

Em 1871 foi criada a figura daquele que é o único que pode colocar as mãos na bola, o goleiro, que seria o responsável por ficar próximo do gol e evitar a entrada da bola.

Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi criada a regra do pênalti para punir as faltas cometidas dentro da área.

A regra do impedimento viria apenas em 1907.

 

 

 

Charles Alcok e o primeiro jogo internacional da história

Charles Alcok foi um homem de grande influência no início do futebol. Fazendo parte da Associação de Futebol, fundou em 1871, a FA Cup, torneio de futebol mais antigo do mundo. Baseada nos moldes dos jogos internos da universidade de Harrow, a competição consistia na disputa por eliminação. Um avanço no futebol que fez crescer bruscamente o interesse dos espectadores.

Este crescimento da  FA Cup convenceu Charles Alcok, que até então era contrário, a organizar o primeiro jogo internacional da história. A Associação de Futebol, antes deste primeiro jogo internacional, realizava jogos apenas com os clubes que pertenciam a ela.

No ano de 1872, quatro mil pessoas estiveram presentes para acompanhar o primeiro jogo internacional da história entre Escócia, a dona da casa, contra a Inglaterra (foto acima).

O time escocês (foto acima) entrou com 6 atacantes que passavam a bola um para o outro enquanto os ingleses começaram o jogo com 8 atacantes que saiam driblando. A partida terminou empatada em 0 a 0.

A significado de ser o jogo mais importante da história não é por ter sido o primeiro jogo em si, mas sim, pelo simples fato do confronto entre duas culturas diferentes. A cultura escocesa, a de maior sucesso, sendo absorvida pelos jogadores ingleses.

 

 

 

Pelas classes trabalhadoras, o futebol se torna popular

Praticamente todos os jogadores internacionais de futebol eram estudantes e filhos da nobreza inglesa. Isto mostrava um reflexo do domínio das classes mais ricas sobre o jogo. Para que o futebol surgisse para o mundo ele teria primeiro que ser do povo. O jogo precisava ser levado por alguém até as classes trabalhadoras.

A industrialização no norte da Inglaterra foi vital para este crescimento. Nas indústrias, eram oferecidos salários regulares e a estrutura de trabalho semanal com intervalos de lazer, contribuíram para o crescimento do jogo.

Com a construção das ferrovias, possibilitou que os torcedores dos times que viajavam por todo o país, conseguissem acompanhá-los. Durante a segunda metade do século XIX, o futebol crescia junto com a indústria e a tecnologia. Com isso novos clubes surgiram por toda a Inglaterra.

Os clubes, muitos deles hoje conhecidos por todos, surgidos nas décadas de 1880 e 1890, foram de instituições que já existiam. O Arsenal Football Club, por exemplo, veio de um grupo de trabalhadores chamado Woolwich Arsenal Armament Factory, que era uma indústria de armamentos. Esta combinação da introdução do jogo no meio industrial, fez com que surgissem os clubes de futebol, do qual, contribuiu para o crescimento popular da modalidade.

 

 

 

Os clubes buscam suas “casas”

No começo, a maioria dos clubes estabelecia-se cada dia num lugar diferente, ou seja, eram etinerantes. Com o crescimento dos fãs em comparecerem aos jogos, times como, por exemplo, o Aston Villa, foram obrigados a encontrar uma sede permanente.

O Aston Villa alugou o campo de um açougueiro por um ano a 5 libras pagando no ano seguinte 8 libras, pois o açougueiro notou que aquilo era algo rentável para o seu orçamento. O mesmo aconteceu com os clubes que perceberam que aquilo viria a ser um meio de arrecadar dinheiro aos seus cofres.

Alugando um terreno, permitia que o clube cercasse o local e as pessoas pudessem assistir ao espetáculo com segurança, logo, surgia a cobrança de ingressos.

Sendo assim, os clubes do norte da Inglaterra ficaram cada vez mais fortes tornando-se uma ameaça para a FA Cup que era uma propriedade quase que exclusiva dos times amadores do sul do país. Porém, em 1883, a coisa mudou.

 

 

 

A profissionalização do Futebol

Com a arrecadação que os clubes do norte da Inglaterra conseguiram, as condições de investir no futebol aumentaram, logo, a transformação do esporte ocorreu após na final da FA Cup de 1883 com a vitória do Blackburn sobre os Old Etonians. Este algoz alcançado pelo Balckburn, um clube do norte do país e formado por operários, daria fim ao período de dez anos consecutivos de conquistas da FA Cup por garotos das escolas de elite. Além dos fundadores da FA Cup terem perdido a competição, uma outra batalha estava por acontecer: evitar a profissionalização do futebol.

Os clubes sempre almejando serem os melhores, começaram a pagar seus jogadores e também começaram a olhar mais para o país vizinho, a Escócia, como fornecedora de jogadores. Começava aí a comercialização de jogadores entre países, algo que era proibido pela Associação de Futebol (FA) na época.

Não conseguindo evitar o crescimento da onda de profissionalização, em 1885 a FA ratificou o profissionalismo do futebol.

 

 

 

A criação da Football League e o calendário europeu de futebol

Era nítido na década de 1880 o crescimento popular do esporte. O aumento de público, a vontade das pessoas em querê-lo jogar e até mesmo pagar para assistir as partidas de futebol fez com que fosse criada uma espécie de calendário regular nos meses de inverno, de setembro até março ou abril.

Os norte-americanos haviam aperfeiçoado um sistema para o beisebol nas suas ligas sendo o modelo adotado e introduzido na Inglaterra no final da década de 1880.

Em setembro de 1888, William MacGregor (foto abaixo), do comitê do Aston Villa, deu início a uma reunião para discutir a criação de uma Liga. Tendo como base 12 times do interior e do norte da Inglaterra, foi criada a Football League.

Os primeiros jogos não foram muito bem sucedidos. Enquanto o Backrington chegou com uma hora de atraso para o jogo, o Stroke apareceu em Preston com nove jogadores, pois um havia perdido o trem enquanto o outro assinou contrato com um time adversário. O Preston North End foi o primeiro campeão da Liga sem perder nenhuma partida.

O crescimento da Liga foi tanto que nos anos seguintes estádios nasceram por todos os lados e a competição fazia parte da vida cotidiana das pessoas. Tendo conquistado o coração e a mente dos britânicos, a disseminação do futebol começou de forma marcante.

 

 

 

Da Inglaterra para a Europa, da Europa para o mundo

Em 1914, com os trabalhadores britânicos qualificados rumando a novos centros industrializados, o futebol difundiu-se por toda a Europa. A maioria dos países adotou o futebol de forma voluntária e agradecida, porém, a Alemanha, país que tinha suas próprias ambições globais, enxergava o futebol com maus olhos a medida que a Inglaterra era seu oponente político. Além disso, o alemão comum achava o futebol indecente por ser jogado com shorts e o corpo ficar amostra, mesmo que fossem somente as pernas. O esporte praticado no país na época, a ginástica, até então era nacionalista, o que dificultou a difusão do futebol no país.

Com a substituição do Império alemão por um governo democrata, o futebol surgiu com tudo na Alemanha tomando o lugar da ginástica.

Em 1919, com a República de Weimar, os trabalhadores passaram a ter tempo de praticar o futebol com a criação da jornada de 8 horas de trabalho que até então, no Império, não havia limite de horas trabalhadas. A partir daí, houve o crescimento maciço do futebol não só na Alemanha como em toda a Europa e da lá para o resto do mundo.

 

 

 

O Futebol chega a América do Sul

Em 1864, um professor inglês chamado Alexander Watson Hutton (foto acima) fundou, na Argentina, uma escola e resolveu que o futebol era algo bom para acalmar o espírito dos estudantes. Assim introduziu o esporte no currículo escolar.

Os britânicos exerciam um forte domínio sobre o jogo e a sua organização. O primeiro clube que dominou o campeonato quando foi criado o Alumni (foto acima), fundado pelos irmãos Brown. Os mesmos fundaram a Associação Argentina, que na época, se chamava “The Argentine Football Association” e não “Asociación de Fútbol Argentino” como é chamada atualmente. Além do mais, os estatutos e manuais eram todos escritos em inglês.

Os britânicos foram desbancados pelos argentinos após 30 anos de domínio absoluto, quando o Racing Club (foto da torcida acima) desbancou os Alumni sendo o primeiro campeão local. Foi neste momento em que o futebol tornou-se verdadeiramente argentino.

 

 

 

O futebol chega ao Brasil

Há muitas histórias sobre a chegada do futebol no Brasil. A mais conhecida é que o futebol veio através de Charles Miller, em 1894, porém, também há relatos de que o futebol já era praticado aqui muito antes disso. Sabemos que o futebol entrou na América Latina pela Argentina em 1864, onde, após as construções das ferrovias, brasileiros que moravam na fronteira com o país hermano já praticavam o esporte.

Também há relatos de que tripulantes europeus de navios mercantes e de guerra costumavam jogar algumas partidas de futebol sempre que desembarcavam no litoral brasileiro. Em 1878, foi realizada uma partida de futebol em frente à residência da princesa Isabel. O futebol só não foi divulgado nesta época porque os europeus, quando partiam, levavam a bola de futebol junto com eles.

Pois bem, isto são histórias contadas por alguns historiadores que dizem que o futebol já era praticado no país muito antes de Charles Miller (foto acima) ter trazido para cá, contudo, ele foi o divulgador e criador do futebol moderno tornando-se ‘o pai do futebol brasileiro’.

 

 

 

Charles Miller

Filho de um escocês e uma brasileira com origem inglesa, nascia em São Paulo, em 24 de novembro de 1874, Charles Willian Miller, o pai do futebol brasileiro.

Aos 9 anos de idade, Charles viajou para Hampshire, na Inglaterra, para estudar e lá aprendeu a jogar futebol, rugby e críquete. Com 17 anos, destacava-se como jogador de futebol sendo um artilheiro tendo marcado 41 gols em 25 partidas pelo Banister School, da cidade de Southampton, na Inglaterra.

Em 1894, Charles Miller retornava ao Brasil para trabalhar na São Paulo Railway Company (Companhia Inglesa de Ferrovias). Na época de seu retorno, havia apenas um clube, chamado São Paulo Athletic, fundado em maio de 1888 pela colônia britânica que oferecia a prática do críquete.

Charles trouxe da Inglaterra 2 bolas de futebol da marca Shoot, uniformes e um conjunto de regras, além de sua experiência como jogador. A divulgação do esporte no Brasil ocorreu como no país britânico, através da classe de operários, do qual, Charles Miller convenceu seus companheiros de trabalho e de críquete a jogarem o futebol.

Charles Miller, com magnífica habilidade para a época, foi o inventor do drible e do passe com o calcanhar. Como um dos principais fundadores do campeonato paulista, foi campeão da primeira competição, em 1902, pelo São Paulo Athletic Club, sendo o artilheiro com 10 gols em 9 jogos. Nos dois anos seguintes (1903 e 1904) também foi campeão pelo mesmo clube do qual permaneceu até 1910 encerrando a carreira como jogador de futebol. Depois chegou a atuar como árbitro por algum tempo.

Charles Miller morreu em 1953, aos 82 anos, coberto de glórias por ter trazido o futebol moderno da Inglaterra para o Brasil.

 

 

 

A primeira partida de futebol no Brasil

Com a divulgação do futebol feita por Charles Miller, os funcionários da companhia São Paulo Railway começaram a praticar o esporte. Sendo assim, em 14 de abril de 1895, na Várzea do Carmo, em São Paulo, era realizada a primeira partida de futebol no Brasil (foto acima). As duas equipes eram formadas por ingleses radicados na capital paulista. A companhia São Paulo Railway, time de Charles Miller, venceu a Companhia de Gás pelo placar de 4 a 2.

 

 

 

O primeiro Estádio de futebol no Brasil

Em 1875 foi construído o Velódromo Paulistano (foto acima) para a realização de corridas de ciclismo. Este seria o estádio mais antigo da história do futebol brasileiro quando, em 1902, foi reformado para ser um campo de futebol sendo palco de memoráveis jogos.

 

 

 

Antonio Casemiro da Costa: o ajudante de Charles Miller

Antonio Casemiro da Costa, foi outro brasileiro que ao retornar da suíça, ajudou Charles Miller e Hans Nobbing a desenvolver o futebol no Brasil. Casemiro fundou a primeira Liga, a Liga Paulistana de Foot Ball. Tornou-se ainda o primeiro grande capitão de um time, o Sport Club Internacional de São Paulo (foto abaixo), e foi idealizador de entregar aos clubes campeões uma Taça.

A Liga nasceu após sua inspiração no dia 14 de dezembro de 1901, em São Paulo. Após uma reunião, por aclamação, Casemiro seria o presidente. Na época, havia ficado acertado que a Liga, para sobreviver, arrecadaria 50% da renda dos jogos enquanto os outros 50% ficariam com os clubes. Os ingressos eram vendidos com os valores de dois mil réis para arquibancadas e para a geral, mil réis.

 

 

 

As bolas de futebol utilizadas antigamente por aqui

As primeiras bolas que surgiram no Brasil foram a Shoot, Fussball e Dupont. A bola Shoot (foto acima) foi trazida da Inglaterra por Charles Miller, em 1894. A Fussball foi trazida da Alemanha por Hans Nobiling. A Dupont foi encomendada por Oscar Cox (o homem que organizou a primeira partida entre brasileiros e membros da colônia inglesa no Brasil) a um amigo que viajou à Suíça. Estas três bolas eram muito parecidas entre si, porém eram bastante diferentes com as bolas que hoje conhecemos. Elas tinham um buraco para que entrasse a câmara inflável de borracha, o que ocasionava um grande problema na hora de cabecear, pois o cadarço que amarrava a fenda podia machucar as cabeças menos protegidas. Isto explica o hábito que os jogadores tinham de usar uma toquinha.

A demanda por bolas de futebol era tanta, que a saída era importar bolas inglesas. Não demorou muito e um artesão chamado Caetano, começou a fabricar as primeiras bolas nacionais na sua sapataria, em São Paulo. Com isso, outros sapateiros entraram no ramo e o Brasil passou de importador a exportador de bolas, principalmente para a Argentina e o Uruguai.

Na década de 1940, a bola utilizada nos gramados brasileiros tinha uma costura interna sem a abertura com cadarços, porém, o couro ainda continuava a encharcar nos dias de chuva ou em gramados cheios de lama.

A partir da Copa de 1962, a bola (foto acima) passou a ser fabricada com dezoito gomos, ganhando uma forma mais perfeita e estável.

A partir de Copa de 1994, a bola (foto acima) teve o investimento da tecnologia e com isso foi desenvolvida com diversas camadas de material sintético que potencializa os chutes e apresenta alta durabilidade e resistência.

Hoje, pelas normas Internacionais a bola deve ter uma circunferência  de 70 cm no máximo e 68 cm no mínimo. O seu peso, antes de começar o jogo deve ter de 450 g no máximo e 410 g no mínimo. A pressão deverá ser igual a 1,1 kgf/cm² máximo e 0,6 kgf/cm² mínimo.

 

 

 

A primeira manifestação popular: Mais um... Mais um...

Em 1918, jogavam no Velódromo, em São Paulo, as seleções paulista e carioca. Os paulistas estavam vencendo a partida pelo placar de 5 a 0, quando dois torcedores começaram a gritar, Mais um... Mais um... Após cada gol dos paulistas, os gritos se espalharam, até que quase todo o estádio estava pedindo mais um gol. A partida terminou com o placar de 8 a 0, e até hoje o torcedor brasileiro continua pedindo, Mais um... Mais um...

 

 

 

A história da CBF e do Brasileirão

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), originalmente com o nome de Confederação Brasileira de Desportos (CBD), foir criada em 1914, e desde sua fundação, enfrentou diversos problemas (e ainda enfrenta). Atravessou duas eras de ditaduras políticas entre os anos de 1930 a 1945 e de 1964 a 1967.

Até 1959, quando foi cirada a Copa Libertadores da América, maior competição de futebol da América do Sul, o Brasil não tinha representantes, pois ainda não havia criado uma competição nacional. Foi então que neste mesmo ano, a então CBD, criou a Taça Brasil, vencida pelo Bahia. As próximas cinco edições foram conquistadas pelo imbatível Santos do Pelé.

Nos anos de 1965 e 1966, a Taça Libertadores da América passou a incluir dois clubes brasileiros na competição. O campeão e o vice da Taça Brasil eram os representantes.

Em 1967, foi criado um torneio que deu origem ao Campeonato Brasilero: o Roberto Gomes Pedrosa, mais conhecido como "Robertão". Esta competição passou a ser a mais importante competição do Brasil, pois era dali que saiam os dois representantes do país na Libertadores.

Em 1971, o "Robertão" era substituído pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, popularmente connhecido como "Brasileirão". Cada temporada da competição terminava com uma série de partidas decisivas entre os melhores times, que definiam o campeão nacional e os representantes nas competições sul-americanas.

A partir de 2003, o Brasileirão passou a valer o esquema de pontos corridos, ou seja, o time que chegar no final da competição com mais pontos, após enfrentar todos seus adversários, em jogos de ida e volta, é o campeão, enquanto os quatros últimos colocados são os rebaixados.

Com todas as mudanças que o futebol brasileiro sofreu no decorrer dos anos, a única coisa que nunca mudou foi com relação a paixão do tercedor brasileiro pelo futebol, que faz do Brasil o "dono" deste esporte, pois é o único país pentacampeão mundial com a seleção brasileira, e responsável por lançar o maior jogador de todos so tempos chamado Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como "Pelé" (foto acima).

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- LIVRO: Almanaque dos Esportes, Editora Europa, 2009.
- LIVRO: A História dos Esportes, Orlando Duarte, 4ª ed. Editora Senac, SP, 2004.
- LIVRO: O Guia dos Curiosos: esportes 3ª ed. Marcelo Duarte, Editora Panda Books.
- LIVRO: Fique por Dentro – Esportes Olímpicos, Benedito Turco. - Rio de Janeiro. Casa da Palavra: COB, 2006.
- LIVRO: Futebol / Tim Hankey; tradução Mathias de Abreu Lima Filho. - Barueri, SP: Girassol, 2009.
- SITE: Fifa – www.fifa.com
- SITE: Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – www.cbf.com.br
- SITE: UEFA – www.uefa.com

 

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