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História dos Saltos Ornamentais

A história dos Saltos Ornamentais



As primeiras e mais remotas referências à prática de saltos foram encontradas na pré-Antiguidade, através de achados arqueológicos, como pinturas murais, quadros, obras de arte, livros e escritos esparsos, comprovando que os saltos eram práticas relativamente frequentes em algumas comunidades, nas quais havia a cultura do mergulho feito de grandes alturas, dos mais elevados rochedos, como forma de buscar os melhores alimentos ou as maiores riquezas do mar.



Já entre as civilizações que se desenvolveram na Idade Antiga, saltava-se para agradar aos deuses, curar as dores do corpo e do espírito.



Mesmo muito exercitado, os saltos ornamentais não chegaram a integrar os Jogos Olímpicos da Antiguidade na Grécia de 776 a.C. a 394 d. C. Foi somente no ano de 1600, em países mais ao norte da Europa, que a modalidade começou a ser praticada de maneira mais formal.



Contudo, foi no século XIX que os saltos ornamentais ganharam alguma ênfase, especialmente nas cidades situadas junto ao mar Báltico e mar do Norte (Europa). O exercício praticado na água se tornou uma espécie de hábito da população daquela região, muito devido à valorização da natação naquela época.



O primeiro registro oficial de provas de saltos, documentada e fotografada, surgiu na Inglaterra, em 1871. Os atletas usavam a ponte de Londres como plataforma. Nessa mesma época é fundada, também na Europa, a primeira entidade representativa do esporte: a Amateur Diving Association.



Nas duas primeiras edições dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, os saltos ornamentais não foram incluídos no seleto grupo de esportes disputados. Somente em 1904, nos Jogos de Saint Louis, nos Estados Unidos, que o esporte se fez presente, exclusivamente na plataforma e restrita aos homens.



A prática em trampolim veio em 1908 em Londres, na Inglaterra. A abertura das competições de saltos para as mulheres só foi autorizada em Estocolmo, na Suécia em 1912, apenas em plataforma. O trampolim para as mulheres só passou a valer a partir dos Jogos da Antuérpia, na Bélgica, em 1920.



Também em 1920, os norte-americanos chegaram para vencer, apresentando atuações impecáveis, graças às influências que vinham recebendo de Ernst Bransten e Mike Peppe, suecos que imigraram para os Estados Unidos nos 1920 e 1930 e que foram os responsáveis pela introdução de refinadas técnicas de saltos entre os norte-americanos.



Os Estados Unidos, a Alemanha e a Suécia são as grandes potências neste esporte, além da China que desponta pelo alto nível técnico, precisão dos movimentos, incrível flexibilidade aliada à força física, características marcantes entre os atletas do oriente.



Os saltos ornamentais estão entre as modalidades esportivas mais vistas nestes tempos modernos marcados pela tecnologia. A modalidade é considerada um esporte-espetáculo, que reuniu ao longo dos anos muitos expectadores em virtude da grande quantidade de países participantes nas competições olímpicas.



No ano de 2000, nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, a prova de saltos sincronizados passou a fazer parte do programa Olímpico.

 

 

 

Os Saltos Ornamentais no Brasil



O Brasil nunca teve grande tradição na prática de saltos. Foi na cidade de Antuérpia, na Bélgica, em 1920, com Adolpho Wellisch, que o Brasil se fez representar pela primeira vez em Jogos Olímpicos. Wellisch conquistou a sétima posição na plataforma.



A primeira competição oficial de saltos ornamentais realizada no Brasil teve como palco a enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro, em pleno ano de 1913. O evento foi organizado pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo que teve como grande campeão o próprio Adolpho Wellisch.



Os primeiros equipamentos específicos para a pratica do esporte no Brasil surgiu no Rio de Janeiro. O clube Fluminense, em 1919, inaugurou o que se chamava na época de “um conjunto para saltos”. Porém, em São Paulo já havia um trampolim sobre o rio Tietê, que servia para os treinos dos atletas.



Após 28 anos ausente de competições, o Brasil voltou a disputar os Jogos Olímpicos através de Milton Busin (Campeão sul-americano por 15 anos consecutivos), em Londres, na Inglaterra, em 1948.



Nos Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrállia, em 1956, o Brasil se viu representado pela primeira vez por uma mulher em competições de saltos. Mary Dalva Proença conquistou a 16ª colocação na prova de plataforma.



Nos Jogos Pan-americanos, o Brasil deixou de disputar as provas apenas em São Paulo, em 1963 e na cidade de Havana em Cuba, no ano de 1991.



Hoje, as novas gerações têm conseguido mais recursos para treinamentos e contam com a experiência de técnicos de outros países e temporadas especiais de preparação. Os principais nomes dos saltos ornamentais no Brasil são Juliana Veloso, Cesar Castro e Hugo Parisi (foto acima).



A cada ano, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), principal entidade dos esportes aquáticos do Brasil, organiza um manual com todas as informações sobre as competições que serão realizadas. As federações estaduais, que são subordinadas pela CBDA,  orientam a sua própria agenda regional de torneios. Competições regidas pela CBDA seguem as regras da FINA. Nas federações há certa flexibilidade com relação aos números de saltos por atleta em cada competição.

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- LIVRO: O que é Natação Sincronizada e Saltos Ornamentais – História/Regras/Curiosidades – Silvia Vieira e Armando Freitas. Editora Casa da Palavra, Rio de Janeiro; COB 2006.
- LIVRO: Universo Olímpico: uma enciclopédia das Olimpíadas, Eduardo Colli. São Paulo: Códex, 2004.
- LIVRO: O guia dos curiosos: olimpíadas / Marcelo Duarte. 1 ed. São Paulo: Editora Panda, 2004.
- SITE: Federação Internacional de Natação – www.fina.org
- SITE: Comitê Olímpico Brasileiro – www.cob.org.br
- SITE: Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – www.cbda.org.br

 

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